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Documentos relacionados aos Moldes de Injeção para PU
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O que são moldes de injeção?
Os moldes de Injeção para Poliuretano, comumente chamados por moldes para injeção de espuma, são utilizados em linhas de produção de bancos (assentos e encostos), que geralmente possuem alto volume.
Atualmente, grande parte dos moldes que fabricamos são focados na índustria automotiva de alto volume, onde projetamos e construimos moldes para assento e encosto (dianteiro e traseiro), apoio cabeça e apoia braço.
Os moldes servem para garantir que a espuma gerada no processo de injeção estarão conformes no formato e porosidade esperados no produto final.
O processo de injeção de espumas de poliuretano consiste na mistura entre dois liquidos e alguns reagentes (comumente – poliol e isocianato), sendo os reagentes acrescentados de caso a caso.
A injeção das espumas geram calor e gases (Dióxio de carbono – CO₂ e em alguns casos Pentano – C₅H₁₂, ciclopentano – C₅H₁₀ e em alguns casos os hidrofluorocarbonetos).
Para o controle de calor, utilizamos serpentinas que podem ser injetadas junto ao aluminio ou alojadas nas partes exrternas do molde, já no controle dos gases, utilizamos de tecnologias prioritárias que expulsam os gases

Linha de Fechamento em Aluminio

Linha de Fechamento em Resina
Estamos em constante busca por evolução na construção de moldes, acreditando que a seleção criteriosa de processos e materiais é fundamental para garantir um produto eficiente e de alta qualidade.
Atualmente, utilizamos a fundição em alumínio liga 323 para a fabricação dos moldes. Quando a fundição não se faz necessária, optamos pelo uso de alumínio laminado na liga 5052-F.
Os demais componentes do molde também desempenham um papel essencial. Desde os sistemas de travamento responsáveis pelo fechamento das partes até dispositivos poka-yoke, que impedem a utilização incorreta com produtos de diferentes moldes, projetamos cada detalhe considerando os mais diversos cenários de uso. Dessa forma, asseguramos um produto com elevada resistência, confiabilidade e eficiência operacional.
A expulsão de gases no processo de injeção de espumas de poliuretano é fundamental para garantir a qualidade estrutural e superficial das peças. Durante a reação entre poliol e isocianato, há geração de gases, geralmente CO₂, produto resultante da expansão da espuma. Ao mesmo tempo, o ar presente dentro do molde precisa ser deslocado. Se esses gases não forem adequadamente eliminados, podem ocorrer defeitos como bolhas, falhas de preenchimento, porosidade irregular e imperfeições na superfície.
Para controlar esse fenômeno, calculamos a quantidade / posicionamento dos respiros e canais de escap, posicionando-os estratégicamente nas últimas regiões a serem preenchidas. Esses elementos permitem a saída do ar e dos gases sem comprometer o confinamento do material.
Além do projeto do molde, o controle dos parâmetros de processo também é essencial. Fatores como pressão de injeção, velocidade de preenchimento e tempo de reação influenciam diretamente a capacidade de expulsão dos gases. Um equilíbrio adequado entre esses parâmetros evita tanto o aprisionamento de gases quanto a fuga excessiva de material, garantindo peças com melhor desempenho mecânico, estabilidade dimensional e acabamento superficial consistente.
O controle de porosidade na fundição de alumínio liga 323 é essencial para garantir a integridade, resistência e confiabilidade dos moldes. As principais origens da porosidade estão na presença de gases dissolvidos, especialmente hidrogênio, e na contração do material durante a solidificação. Para mitigar esses efeitos, o processo começa com a preparação adequada do metal líquido, incluindo desgaseificação com gases inertes e controle rigoroso da temperatura de vazamento, equilibrando fluidez e redução da absorção de gases.
Além disso, o projeto do sistema de alimentação e vazamento exerce papel fundamental na qualidade final da peça. Um fluxo estável e com baixa turbulência evita a incorporação de ar, enquanto o uso adequado de massalotes compensa a retração volumétrica do material. Esses cuidados garantem uma solidificação mais homogênea e reduzem significativamente a formação de porosidades internas, contribuindo para um produto mais denso e estruturalmente confiável.
A umidade do ar também influencia diretamente o processo, pois o vapor de água pode introduzir hidrogênio no metal fundido. Por isso, é indispensável controlar o ambiente e evitar qualquer presença de umidade em matérias-primas, ferramentas e moldes, utilizando práticas como armazenamento adequado e pré-aquecimento. Em conjunto com inspeções por ensaios não destrutivos, essas medidas formam um sistema integrado de controle, assegurando moldes com alto desempenho e qualidade consistente.


